Atendendo à uma ocorrência, o policial Mark é atropelado por um motorista bêbado
Mark: Naquela noite fomos chamados para ajudar a polícia rodoviária da Flórida em um acidente fatal na "US 19". Os envolvidos eram dois motoristas bêbados: um vinha descendo a US 19 e o outro estava saindo de um restaurante. Eu e mais outros cinco policiais estávamos no local. Enquanto eu direcionava o trânsito próximo aos destroços, um outro motorista bêbado vinha pela estrada. Estimaram sua velocidade entre 70 e 80 km/h quando ele me atingiu. Al MacKenzie (policial): Ouvi um barulho alto atrás de mim. Era um barulho de colisão. Virei para trás e vi, à minha direita, um policial literalmente voando pelo ar, numa altura aproximada da minha cabeça. O impacto fez com que ele fosse arremessado caindo perto dos meus pés. Quando vi aquilo tive a certeza de que ele estava morto. Clube700: Mark Franzman nunca imaginou que seu sonho de criança se tornaria um pesadelo depois de apenas três anos no trabalho. Mas foi isso que aconteceu na noite de Halloween de 1981. Betty (mãe): Era uma da manhã quando a campainha tocou e eu logo pensei: “alguma coisa aconteceu ao Mark”. Quando abri a porta, lá estava um policial. Ele disse: “a senhora precisa imediatamente ir ao hospital”. Clube700: Tudo o que os pais de Mark podiam fazer era esperar enquanto seu filho estava sobre uma cama de hospital lutando por sua vida. Betty: É horrível ver seu filho nessa situação. Você se sente sem esperança porque não há nada que você possa fazer para ajudá-lo a melhorar. Clube700: Os médicos disseram aos pais de Mark que havia uma pequena chance de ele sobreviver. E, se caso isso acontecesse, ele nunca mais andaria. Mark: Eu era um candidato à uma amputação dupla. Os médicos não acreditavam que os ossos da minha perna fossem se regenerar. Eles basicamente disseram: “eu acho que vamos ter que amputar ambas as pernas, assim você poderá seguir sua vida”. Eu senti raiva. Senti raiva de Deus. Senti raiva de qualquer um que entrasse no meu quarto. Eu estava confuso. Lembro-me de voltar para o quarto e deitado ali, observando a chuva cair durante o pior momento que já passei na vida, fiz uma oração que mudou totalmente o meu modo de pensar dali em diante. Eu disse: “Deus eu não posso consertar isso. Eles querem amputar minhas pernas. Vou ter que entregar isso ao Senhor. Se quiser minhas pernas, fique com elas”. Aquele foi o momento em que tive paz e quando elas começaram a se curar realmente. Clube700: Enquanto encarava a possibilidade de perder suas pernas, Mark encontrou um outro desafio. Uma enfermeira disse a ele que o motorista que o atropelou queria vê-lo. Mark concordou em deixá-lo entrar. Mark: Quando a enfermeira saiu, eu estava em pânico. Dizia: “meu Deus o que eu fiz? Eu quero matar este homem. Sinto tanta raiva. Quero machucar este cara. Eu quero atirá-lo pra fora e agora o convidei para entrar em meu quarto. O Senhor tem que levar esta raiva embora. O Senhor terá que falar com ele”. Contrariando os meus pensamentos, na hora em que o jovem entrou em meu quarto foi como se uma paz tomasse conta de mim. A raiva passou. O rapaz puxou uma cadeira ao da minha cama e em nenhum momento me olhou nos olhos ou se desculpou. Ele se sentou e olhando para o chão me disse: ”eu não acho que foi minha culpa. Você não tinha razão para estar em pé no meio da rodovia”. Foi quando eu disse: “Keneth, eu não te odeio. Eu amo você. Odeio a decisão que você tomou de beber e dirigir”. E isso foi tudo. Ele se levantou e eu nunca mais falei com ele desde então. Eu não podia acreditar que minha boca estava dizendo aquilo. Eu acabara de dizer ao homem que mudou minha vida para sempre que eu não o odiava, mas que o amava. Porém aquilo não era o Mark e sim Deus dizendo a ele "eu ainda amo você". Clube700: Depois de três meses no hospital, os médicos levaram Mark para uma casa de saúde. Suas pernas não estavam se recuperando, portanto os médicos ainda mantinham a decisão de amputá-las. Mark: Eu me cansei deles dizendo que a única solução era cortar minhas pernas. Então comecei a consultar cirurgiões ortopédicos da casa de saúde e os primeiros três ou quatro médicos me indicaram um especialista em Clearwater chamado Gerard Siek. Em consulta com Gerard, ele me disse: “Mark quero tentar alguma coisa diferente. Quero curar sua pele primeiro e então operar e retirar um osso do seu quadril e transplantá-lo para sua canela”. Esta foi a primeira solução positiva que havia ouvido de um médico em um ano. Clube700: Um ano após a cirurgia e exatamente um ano após o acidente, Mark ficou em pé pela primeira vez. Dentro de um mês ele estava em casa. Mark: Eu dirigi direto para o Departamento de polícia. Acho que o meu desejo era mostrar para eles o que Deus pode fazer. Então eu entrei e lhes disse: “Vêem? Eu disse que Deus podia me curar”. E de lá, eu dirigi até o hospital a fim de encontrar o médico que me disse que eu nunca mais andaria. Quando o encontrei, disse a ele: “quero que você veja o que meu Deus pode fazer”. Clube700: Mark até retornou ao trabalho cinco meses depois. Mark: Lembro-me de estar subindo com as minhas rosquinhas... Isso marca o ponto onde as pessoas perceberam e imagino que pensaram: “Uau! A fé deste cara é real. Olhem para ele. Ele acreditou que poderia voltar a andar mesmo quando os médicos diziam que isso nunca aconteceria. Que seria impossível. Entretanto ele não só voltou ao trabalho, como voltou em pé, usando suas próprias pernas, sem nenhuma ajuda”.Al MacKenzie: Foi absoltamente maravilhoso vê-lo voltar. Mark é um exemplo de “carregue sua cruz e me siga”. A situação pela qual Mark passou e ainda passa é algo que a maioria das pessoas nunca, nunca poderiam superar. E todos sabem de onde ele tira sua força. Clube700: Hoje, após quase 30 cirurgias , Mark ainda luta com a dor, mas ele não a deixa contê-lo. Mark: Tive um médico que disse: “você poderia fazer uma cirurgia plástica nas suas pernas. Tirar um pouco das cicatrizes podem fazer com que elas pareçam normais". Minhas pernas são aparentemente diferentes embaixo. Além de serem muito magras, com cicatrizes, enxertos de pele e algumas partes faltando. Mas estas são as minhas pernas, as medalhas que Deus me deu. Além do mais, dessa forma elas acabam dando margem à conversas do tipo: “o que aconteceu com você?”. Por isso, como eu poderia mudá-las? Eu não ousaria. Esta é a história de Deus.
Mark: Naquela noite fomos chamados para ajudar a polícia rodoviária da Flórida em um acidente fatal na "US 19". Os envolvidos eram dois motoristas bêbados: um vinha descendo a US 19 e o outro estava saindo de um restaurante. Eu e mais outros cinco policiais estávamos no local. Enquanto eu direcionava o trânsito próximo aos destroços, um outro motorista bêbado vinha pela estrada. Estimaram sua velocidade entre 70 e 80 km/h quando ele me atingiu. Al MacKenzie (policial): Ouvi um barulho alto atrás de mim. Era um barulho de colisão. Virei para trás e vi, à minha direita, um policial literalmente voando pelo ar, numa altura aproximada da minha cabeça. O impacto fez com que ele fosse arremessado caindo perto dos meus pés. Quando vi aquilo tive a certeza de que ele estava morto. Clube700: Mark Franzman nunca imaginou que seu sonho de criança se tornaria um pesadelo depois de apenas três anos no trabalho. Mas foi isso que aconteceu na noite de Halloween de 1981. Betty (mãe): Era uma da manhã quando a campainha tocou e eu logo pensei: “alguma coisa aconteceu ao Mark”. Quando abri a porta, lá estava um policial. Ele disse: “a senhora precisa imediatamente ir ao hospital”. Clube700: Tudo o que os pais de Mark podiam fazer era esperar enquanto seu filho estava sobre uma cama de hospital lutando por sua vida. Betty: É horrível ver seu filho nessa situação. Você se sente sem esperança porque não há nada que você possa fazer para ajudá-lo a melhorar. Clube700: Os médicos disseram aos pais de Mark que havia uma pequena chance de ele sobreviver. E, se caso isso acontecesse, ele nunca mais andaria. Mark: Eu era um candidato à uma amputação dupla. Os médicos não acreditavam que os ossos da minha perna fossem se regenerar. Eles basicamente disseram: “eu acho que vamos ter que amputar ambas as pernas, assim você poderá seguir sua vida”. Eu senti raiva. Senti raiva de Deus. Senti raiva de qualquer um que entrasse no meu quarto. Eu estava confuso. Lembro-me de voltar para o quarto e deitado ali, observando a chuva cair durante o pior momento que já passei na vida, fiz uma oração que mudou totalmente o meu modo de pensar dali em diante. Eu disse: “Deus eu não posso consertar isso. Eles querem amputar minhas pernas. Vou ter que entregar isso ao Senhor. Se quiser minhas pernas, fique com elas”. Aquele foi o momento em que tive paz e quando elas começaram a se curar realmente. Clube700: Enquanto encarava a possibilidade de perder suas pernas, Mark encontrou um outro desafio. Uma enfermeira disse a ele que o motorista que o atropelou queria vê-lo. Mark concordou em deixá-lo entrar. Mark: Quando a enfermeira saiu, eu estava em pânico. Dizia: “meu Deus o que eu fiz? Eu quero matar este homem. Sinto tanta raiva. Quero machucar este cara. Eu quero atirá-lo pra fora e agora o convidei para entrar em meu quarto. O Senhor tem que levar esta raiva embora. O Senhor terá que falar com ele”. Contrariando os meus pensamentos, na hora em que o jovem entrou em meu quarto foi como se uma paz tomasse conta de mim. A raiva passou. O rapaz puxou uma cadeira ao da minha cama e em nenhum momento me olhou nos olhos ou se desculpou. Ele se sentou e olhando para o chão me disse: ”eu não acho que foi minha culpa. Você não tinha razão para estar em pé no meio da rodovia”. Foi quando eu disse: “Keneth, eu não te odeio. Eu amo você. Odeio a decisão que você tomou de beber e dirigir”. E isso foi tudo. Ele se levantou e eu nunca mais falei com ele desde então. Eu não podia acreditar que minha boca estava dizendo aquilo. Eu acabara de dizer ao homem que mudou minha vida para sempre que eu não o odiava, mas que o amava. Porém aquilo não era o Mark e sim Deus dizendo a ele "eu ainda amo você". Clube700: Depois de três meses no hospital, os médicos levaram Mark para uma casa de saúde. Suas pernas não estavam se recuperando, portanto os médicos ainda mantinham a decisão de amputá-las. Mark: Eu me cansei deles dizendo que a única solução era cortar minhas pernas. Então comecei a consultar cirurgiões ortopédicos da casa de saúde e os primeiros três ou quatro médicos me indicaram um especialista em Clearwater chamado Gerard Siek. Em consulta com Gerard, ele me disse: “Mark quero tentar alguma coisa diferente. Quero curar sua pele primeiro e então operar e retirar um osso do seu quadril e transplantá-lo para sua canela”. Esta foi a primeira solução positiva que havia ouvido de um médico em um ano. Clube700: Um ano após a cirurgia e exatamente um ano após o acidente, Mark ficou em pé pela primeira vez. Dentro de um mês ele estava em casa. Mark: Eu dirigi direto para o Departamento de polícia. Acho que o meu desejo era mostrar para eles o que Deus pode fazer. Então eu entrei e lhes disse: “Vêem? Eu disse que Deus podia me curar”. E de lá, eu dirigi até o hospital a fim de encontrar o médico que me disse que eu nunca mais andaria. Quando o encontrei, disse a ele: “quero que você veja o que meu Deus pode fazer”. Clube700: Mark até retornou ao trabalho cinco meses depois. Mark: Lembro-me de estar subindo com as minhas rosquinhas... Isso marca o ponto onde as pessoas perceberam e imagino que pensaram: “Uau! A fé deste cara é real. Olhem para ele. Ele acreditou que poderia voltar a andar mesmo quando os médicos diziam que isso nunca aconteceria. Que seria impossível. Entretanto ele não só voltou ao trabalho, como voltou em pé, usando suas próprias pernas, sem nenhuma ajuda”.Al MacKenzie: Foi absoltamente maravilhoso vê-lo voltar. Mark é um exemplo de “carregue sua cruz e me siga”. A situação pela qual Mark passou e ainda passa é algo que a maioria das pessoas nunca, nunca poderiam superar. E todos sabem de onde ele tira sua força. Clube700: Hoje, após quase 30 cirurgias , Mark ainda luta com a dor, mas ele não a deixa contê-lo. Mark: Tive um médico que disse: “você poderia fazer uma cirurgia plástica nas suas pernas. Tirar um pouco das cicatrizes podem fazer com que elas pareçam normais". Minhas pernas são aparentemente diferentes embaixo. Além de serem muito magras, com cicatrizes, enxertos de pele e algumas partes faltando. Mas estas são as minhas pernas, as medalhas que Deus me deu. Além do mais, dessa forma elas acabam dando margem à conversas do tipo: “o que aconteceu com você?”. Por isso, como eu poderia mudá-las? Eu não ousaria. Esta é a história de Deus.






















